domingo, 26 de março de 2017

Entrevista com Aristides Faria Lopes dos Santos - Autor de: COMPETITIVIDADE NO SETOR DE VIAGENS E TURISMO

O autor é graduado em Turismo (Unisul, 2000-2002), Especialista em Gestão de Recursos Humanos (UFSC, 2003), possui MBA em Gestão de Projetos (Unisantos, 2011) e Mestre em Hospitalidade pela Universidade Anhembi Morumbi (Laureate International Universities) (2013-2015). Atualmente, é Doutorando no mesmo Programa e professor em regime de dedicação exclusiva do Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Turismo do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (Câmpus Cubatão).

A ação governamental pode dinamizar o turismo regional. A partir dessa premissa, o autor desenvolveu um estudo de casos múltiplos sobre as relações de hospitalidade e hostilidade existentes entre o poder público e seus stakeholders no setor de viagens e turismo em nível local e regional.
O objeto de estudo foram os municípios litorâneos paulistas de Cubatão, Itanhaém e Santos. Um dos motivos que levaram o autor a trabalhar com estas cidades foi a complementaridade que cada uma representa no contexto do destino Costa da Mata Atlântica – denominação turística da Região Metropolitana da Baixada Santista.
Este estudo revela vícios persistentes na administração pública, falta de políticas públicas de fomento para o setor e inanição dos Conselhos Municipais de Turismo. Por outro lado, a pesquisa identificou relevantes oportunidades de negócios e amplo mercado de trabalho para profissionais e empreendedores especialistas no setor.
O livro é oriundo da dissertação de Mestrado em Hospitalidade defendida pelo autor em agosto de 2015 sob orientação da Professora Elizabeth Kyoko Wada, Coordenadora do PPG em Hospitalidade da Universidade Anhembi Morumbi (Laureate International Universities).

Olá Aristides. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.



Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Apesar de bastante técnico, o livro é uma boa leitura para os cidadãos brasileiros interessados em economia e em fatores que influenciam a vida cotidiana no que tange o acesso ao lazer, ao turismo, ao emprego no setor de serviços. O livro trata da competitividade no setor de viagens e turismo, ou seja, um mercado que está em nosso dia a dia e, muitas vezes, não nos damos conta.
A obra é oriunda de minha dissertação de Mestrado em Hospitalidade pela Universidade Anhembi Morumbi, defendida no segundo semestre de 2015. O material passou por um criterioso processo de atualização e revisão para assegurar sua contemporaneidade e, com isso, o leitor terá acesso a bom instrumental para a gestão de destinos turísticos com foco no gerenciamento das demandas dos atores que atuam nos mais diversos segmentos turísticos.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Sim, este é meu primeiro livro. Tive o privilégio do exemplo e do incentivo à leitura e desde que optei pela carreira no turismo no final dos anos 1990 eu pude exercitar a leitura/escrita técnicas.
Logo nos primeiros meses de faculdade surgiram os primeiros resultados positivos com publicações em anais de eventos e o desenvolvimento de projetos acadêmicos. Tenho profunda admiração pelos professores das gerações anteriores, quem são referências para minha geração, então, ainda no início de minha carreira, eu optei por este caminho e, tenho certeza, de que outros livros virão – e em breve!

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Infelizmente nosso país não é campeão nesse campo. Acredito que o escritor tenha que vencer essa barreira e ser criativo, sobretudo, para distribuir seu trabalho (semear?).
Em meu caso, se puder ser exemplo, sou servidor público federal e minha obra é técnica. Isso significa que meu trabalho diário é diretamente ligado ao tema de meu livro e isso ajuda muito. Acredito que cada escritor poderá encontrar esses alinhamentos para tornar seu caminho o mais natural possível. Espero que possamos criar meios, também, para incentivar que mais pessoas produzam artigos, livros etc.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Como afirmei, há anos venho namorando a ideia de escrever um livro. Originalmente eu planejava produzir uma coletânea de artigos já publicados em eventos técnico-científicos e periódicos. Há tempos eu pesquisava uma editora para publicar esse livro, primeiro, em uma pequena tiragem. Aos poucos descobri as diversas soluções que a Scortecci Editora oferece. Me encantei! A vida escolheu seus caminhos, meu sonho foi postergado e agora, em 2017, lanço meu primeiro livro, que é oriundo de um trabalho muito mais maduro e consistente do que seria antes. O serviço, inclusive, me surpreendeu pelo profissionalismo, cuidado e atenção que recebi. Recomendo e agradeço a todos os colaboradores!!

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Desde meados dos anos 2000 dediquei esforços em orientar profissionais e estudantes mais jovens a (re)ingressarem no mercado de trabalho. Agora, não diferente, acredito que este livro poderá servir de referência aos que buscam atuar no setor de viagens e turismo.
O livro é, naturalmente, atual e guarda grande ineditismo em sua metodologia e no objeto de estudo abordado: litoral do estado de São Paulo. Tenho certeza absoluta de que os colegas que tiverem contato com este material terão insights que os ajudarão em alguma medida na consecução de seus estudos e projetos.

Obrigado pela sua participação.
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quarta-feira, 22 de março de 2017

Entrevista com Jorge Brandão - Autor de: FUNDAMENTOS DE CÁLCULOS DIFERENCIAL E INTEGRAL

Jorge Brandão
Nome literário de Jorge Carvalho Brandão.
Doutor em Educação pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Possui graduação em Matemática pela UFC (1996), mestrado em Engenharia Civil (Recursos Hídricos) pela UFC (2001). Atualmente é professor de Matemática para Engenharias do Centro de Tecnologia (CT) da UFC. Tem experiência na área de Matemática, com ênfase em Matemática Inclusiva, atuando principalmente nos seguintes temas: (1) Matemática adaptada para pessoas com dificuldades de aprendizagem; (2) Geometria e Física (Ensino Médio) para pessoas com deficiência visual; (3) Análise de Erros. Participa do programa de pós-graduação da Faculdade de Educação da UFC e ministra aulas para os mestrados acadêmicos do CT. Coordena Grupo de estudos em métodos e técnicas de ensino de Matemática e Física para engenharias. A partir deste grupo, faz adaptações a partir de vivências tanto de conjuntos difusos quanto de fenômenos de transportes (conteúdos típicos das engenharias) para pessoas com deficiência visual. Com efeito, deve-se respeitar os limites de cada pessoa, todavia, pode-se explorar suas potencialidades.

De que forma um professor de Matemática deve trabalhar este campo do saber em sala de aula quando existem discentes com deficiência visual ou que possuem dificuldades de aprendizagem neste campo do saber? Ora, analisando a expressão “estudante com deficiência visual”, excluindo-se “deficiência visual” fica “estudante” e, por conseguinte, têm direitos e deveres iguais aos demais. Logo, o docente pode trabalhar conforme planejou sua atividade. É claro, com adequações.
Mesmo raciocínio vale para você, nobre leitor(a). Este material foi pensado no método passo a passo onde você dedicando até 60 minutos para ler, compreender e se exercitar, você entenderá a “essência” do Cálculo Diferencial e Integral com uma variável. Ou seja, cada lição é composta de até sete passos, da 1ª à 5ª LIÇÃO visando entender a construção do saber. A partir da 6ª Lição, a qual esperamos que os procedimentos tenham sido bem assimilados até então, recomendamos dedicação de tempo de, no mínimo, 60 minutos.

Olá Jorge. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Apresenta estratégias de resolução de problemas atrelados às disciplinas de Cálculo, tanto Diferencial quanto Integral. Dentre estratégias há a análise de erros. A ideia de escrever surgiu da necessidade de adaptar conteúdos do Cálculo para pessoas com necessidades educativas especiais, como deficiência visual ou discalculia. Com efeito, há estudantes que precisam não só das figuras para entender determinada situação problema. Precisam de um texto bem escrito, precisam de exemplos onde vivenciem (na medida do possível) o conteúdo a ser abordado. Público: qualquer estudante que precisa das disciplinas de Cálculo Diferencial e Integral (como Administração, Engenharias, Física, etc.).

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Este livro é a culminância de alguns artigos que publiquei sobre o ensino de matemática para pessoas com dificuldades de aprendizagem. É, também, a soma de estratégias de ensino em mais de 20 anos de profissão (enquanto professor de matemática para engenharias do Centro de Tecnologia da Universidade Federal do Ceará - UFC).

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Desafiante! Por sua vez, como livro é fruto de uma experiência, de uma vida (seja real ou imaginária/ficção, mas são pensamentos que fazem parte do escritor), vale apena o desafio.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Procurando em sites de publicação de livros. Em 2006 fiz o primeiro, gostei do material e da atenção dispensada pela equipe da editora.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Como o subtítulo indica: Para quem não gosta, mas precisa, esta obra visa apresentar estratégias para facilitar a compreensão dos conteúdos. É uma obra que COMPLEMENTA, as obras existentes. Por conseguinte, quem não está precisando de auxilio neste campo do saber, não recomendo este livro.

Obrigado pela sua participação.
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segunda-feira, 20 de março de 2017

Entrevista com Antônio Aruanda - Autor de: POSSIBILIDADES ERÓTICAS

Nasceu em 19 de setembro de 1972, em Nazaré, Bahia. É professor, formado em Letras. É Terapeuta Holístico, tendo feito formação em PNL. É escritor formado pela vida. Publicou com a Editora Scortecci, em 2009, o livro PELA JANELA – A História de uma Sacerdotisa; em 2011, PEDÓFILO – O limite entre o algoz e a vítima. Vive em Barra do Pojuca (Camaçari – BA), numa reserva da Mata Atlântica, na Instituição Khalil Gibran, seu refúgio e fonte de inspiração e prazer.



Aline é uma freira homofóbica e recalcada que vive a perseguir suas irmãs de congregação, Ana e Rosângela, por suspeitar que elas se relacionam sexualmente dentro do convento. Numa fatídica noite, buscando o refúgio da capela para se proteger de recorrentes pesadelos noturnos, nos quais é abusada, ela dá um flagrante que mudará definitivamente sua vida, as das pessoas envolvidas no ato e de outras tantas que se permitirão transcender seus próprios limites e bloqueios sexuais e despertarão para novas possibilidades eróticas e psíquicas.


Pablo é um jovem reprimido sexualmente, filho de um pai tirano e de uma mãe omissa. Após anos vivendo "no armário", começa a se travestir trancado no próprio quarto, diante do espelho, e cria uma personagem chamada Consuelo Paraguaçu como válvula de escape perante tanta tortura e repressão sofridas. Numa noite, porém, esquece-se de trancar a porta do seu refúgio e esse vacilo o levará a vencer os próprios obstáculos e se tornar um ícone na noite LGBT baiana e na vida.



Rodrigo e Marcos são casados há vinte anos e têm um filho de 18, Caio, fruto de uma inseminação artificial entre Marcos e Glória, irmã biológica de Rodrigo, assexuada. Os quatro vivem harmoniosamente num lar, mas na noite de comemoração das "Bodas de Porcelana" do casal, uma revelação bombástica de Rodrigo colocará em cheque a aparente felicidade em que vivem e transformará sua vida, a do núcleo familiar e de pessoas afins, quebrando padrões obsoletos, destruindo paradigmas carcomidos e transmutando crenças limitadoras sobre identidade, sexo, gênero, comportamento e família.

Olá Antônio. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O Despertar da Fêmea
O livro conta a história de 13 mulheres com demandas psíquicas e sexuais específicas, que se lançarão numa instigante viagem interior no sentido de resolverem tais questões. A ideia de escrevê-lo surgiu com a criação do meu projeto literário POSSIBILIDADES ERÓTICAS, que compreende quatro livros independentes entre si, e tratam de processos comportamentais e eróticos da humanidade. Neste, especificamente, abordo alguns arquétipos femininos, observados no meu dia-a-dia enquanto ser humano e terapeuta, analisando seus aspectos sombrios e propondo formas alternativas para iluminá-los. A obra se destina ao público adulto, interessado em psicologia e sexologia e com mente aberta, desvinculada de preconceitos e padrões linguísticos e de ordem sexual.
A Diva da Rainbow
Trata-se da história de Pablo, um jovem reprimido sexualmente, filho de um pai psicopata e de uma mãe omissa, que encontra uma válvula de escape para driblar o inferno em que vive: travestir-se no próprio quarto e fantasiar ser uma estrela das boates LGBT. Só que um dia, seu segredo será descoberto e isso o fará concretizar sua fantasia.
Sempre fui um cara fascinado pelo mundo das travestis, dos transformistas e das boates LGBT. Convivi com tudo isso. Li e vi muito a respeito e senti a necessidade de falar sobre o assunto do meu jeito. Daí nasceu Pablo ou Consuelo Paraguaçu, ou A Diva da Rainbow.
Transex
Meu livro trata de Transexualidade, Transgêneros, Transgente. É o primeiro volume do meu projeto POSSIBILIDADES ERÓTICAS, criado para abrir discussões, quebrar tabus e ampliar a consciência sobre sexualidade. Há algum tempo, o tema Trans já estava mexendo comigo. Então tive a alegria de ver o filme de Almodóvar, A Pele que Habito (2011) e algo em mim se destampou: senti que eu precisava criar alguma história sobre o assunto e publicá-la.
Comecei a ler e a estudar sobre o tema, fazer entrevistas com Transgente e com outras gentes armazenando várias informações, posturas e posicionamentos a respeito. Quando me vi bem servido de elementos, foi só montar o roteiro da obra e me jogar na criação.
TRANSEX se destina a todas as pessoas que compreendem ou almejam compreender que “anatomia não é destino” e que os conceitos sobre gênero e identidade sexual vão muito além do que carregamos ou não entre as pernas.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
O DESPERTAR DA FÊMEA
Eu costumo dizer que não sou escritor. Eu sou a Literatura. Escrever é sangue que corre em minhas veias, é oxigênio, é questão de sobrevivência, é condição para que eu exista. Este é o meu quinto livro em prosa (todos publicados com a Scortecci) e certamente passarei a vida escrevendo e publicando, porque minha essência enquanto pessoa e contador de histórias é uma só. É para isso que eu vivo.
A DIVA DA RAINBOW é o meu segundo livro do Projeto POSSIBILIDADE ERÓTICAS. Assim como há outros que o antecedem, há outros que o sucedem e ainda outros que o sucederão. Sou um autor compulsivo. Minha vida é escrever.
TRANSEX (2014) é meu terceiro livro publicado e o primeiro do projeto POSSIBILIDADES ERÓTICAS. Escrever para mim é ofício, sacerdócio, missão e sentido de vida; trata-se de uma coisa que sei fazer e quando digo isso, não me considero pronto. Parafraseando Freud, “Não se nasce escritor, torna-se escritor. ” Então a cada obra, torno-me mais autor e pretendo surfar nessa onda por toda minha vida.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
A vida de escritor num país que não lê é uma das coisas mais quixotescas que conheço. Escrever não paga minhas contas, não me dá mordomias ou confortos, pelo contrário: eu pago para publicar. Eu banco meu sonho, porque o sentido da minha vida é a Literatura. Com o dinheiro que arrecado da venda de uma publicação, eu financio a futura e nessa ciranda, eu dou meus pulos e assim transformo meu existir em algo útil e funcional. Sei que o Brasil não lê, mas também sei que Eu Escrevo. E não é a ação anti-literária do meu país que provocará em mim uma reação também anti-literária. Faço parte da Resistência Literária, logo ajo literariamente.
Analisando a densidade demográfica do Brasil, constatamos que aqui pouco se lê e pouco se pensa. Escrever e filosofar por estas bandas é coisa de maluco. Inteligência no Brasil não é sinal de privilégio, mas de marginalidade e divergência. Mesmo assim, como alguns gatos pingados, assumo minha loucura e permaneço escrevendo e pensando.
Penso que para se fazer qualquer coisa bem feita, a pessoa precisa, no mínimo, gostar do que faz. Ser escritor num país que despreza a Literatura é Amar o ofício de forma incondicional e como um Salmão, nadar contra a correnteza para procriar.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Fiquei sabendo da Scortecci Editora em 2009, através de um grande amigo, Jorge Monteiro do Amaral. Entrei no site e mandei um e-mail dizendo que eu era escritor e queria publicar meu livro. Estou com a Scortecci até hoje - uma gostosa parceria. Como falei acima, já estou no quinto. (risos).
Curto a forma que a Scortecci trabalha, o respeito que tem pelo autor e a liberdade que me dá para eu ser quem eu sou. Outras editoras chatinhas criam um tal de um perfil e o autor tem que preencher certos requisitos para corresponder a esse perfil... Sinceramente, desprezo esses estereótipos imbecis. Pronto. Falei.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Meu livro O DESPERTAR DA FÊMEA merece ser lido porque é uma delícia. É instigante e tem um visgo maravilhoso. Possuo uma maneira bem informal de narrar, criando uma atmosfera de intimidade entre mim e quem me lê, como se estivéssemos lado a lado a falar da vida alheia e de nós mesmos. Além disso, a temática certamente tirará o (a) leitor (a) da zona de conforto e causará uma gostosa ampliação de consciência sobre vários aspectos da psicologia e da sexualidade humana. Gozemos, pois.
Óbvio que A DIVA DA RAINBOW merece ser lido. Porque é uma Ode ao prazer, ao glamour, ao escrache, ao amor livre, à decadência e à elegância.
TRANSEX merece ser lido porque vai proporcionar a quem o lê a possibilidade de repensar vários conceitos em torno de sexualidade e gênero.
Para mim, o Amor Erótico é lícito em todas as suas manifestações e penso que, sem e tratando de cama, importa a essência do ser com quem partilhamos nosso corpo e nossa alma; não o sexo ou o gênero da pessoa amada.


Obrigado pela sua participação.
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terça-feira, 14 de março de 2017

Entrevista com Aldirene Máximo - Autora de: EU ACREDITO NO AMOR!

Aldirene Máximo
É o nome literário de Aldirene Lucia da Silva.
Nasceu em São Paulo, graduou-se em Letras e é pós graduanda em Psicopedagogia, ambas pela Uninove. Apaixonada por livros, pássaros, flores e canções de amor, escreve poesias desde os 12 anos. Este é o seu primeiro livro.


O Amor é mais que um sentimento
É a dádiva dos mortais
Amar é um envolvimento:
A chave das portas Celestiais.





Olá Aldirene. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Poesia.Fala do Amor em sua essência. Destinado a Jovens e Adultos. O projeto iniciou-se durante a minha adolescência. Ganhei um concurso literário, aos 12 anos, na biblioteca da escola. Desde então, desenvolvi o dom que Deus me deu. Sou formada em Letras e atualmente trabalho numa livraria.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Sou formada em Letras. Atualmente trabalho numa livraria. Escrevo desde os 12 anos. Tenho muita coisa escrita! Se o público gostar do meu trabalho, pretendo, ainda este ano, lançar o 2° volume. Este é o primeiro de muitos filhos que pretendo conceber ao mundo da literatura.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Bem difícil. Trabalho em livraria há quase 5 anos e dificilmente vejo autores brasileiros em destaque. Principalmente novos talentos. Mas, isso não nos impede lutar pelos nossos sonhos. Tentar já é o primeiro passo! Foi difícil chegar até aqui. Mas, como vocês estão vendo, eu nunca desisti do meu sonho.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Desde o tempo da Graduação em Letras, eu já tinha o conhecimento. Mas, só agora, de fato, consegui publicar meus textos.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Sim! Porquê fala de Amor e Esperança. Os seres humanos estão muito frios nestes últimos tempos. Falta Fé e Esperança para que lutem por seus sonhos, por exemplo.
Leitores, acreditem em seus sonhos, acreditem no Amor em sua essência, vocês não têm noção da força que esta pequena atitude trará à vida de vocês!

Obrigado pela sua participação.
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sábado, 11 de março de 2017

Entrevista com Claudia Almeida - Autora de: LINDA E FELIZ

Claudia Almeida
Nome literário de Claudia Rosane de Almeida.
Nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 29 de Outubro de 1964, Professora de Educação Física. Tem como característica própria sua alegria e seu modo de ser, está sempre de bem com a vida. Gosta de se cuidar e ama a vida. Autora do Livro Linda & Feliz.






Diversas maneiras para cuidar da beleza, da saúde e os benefícios para uma vida saudável. Doenças que podem ser evitadas e a cura pode estar na natureza. Viver a vida bem vivida e ser feliz.









Olá Claudia. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O livro Linda & Feliz traz informações para que o leitor se beneficie. Visa a saúde, a beleza e bem estar, que estão ligados aos hábitos alimentares, atividade física e prevenção de algumas doenças para uma vida saudável e feliz. A ideia de escrever o livro Linda & Feliz surgiu à muito tempo, pois sempre gostei de cuidar da beleza e da saúde e resolvi compartilhar minhas experiências. O público que se destina minha obra é o público feminino de modo geral.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Com certeza é o primeiro de muitos outros que virão.
O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Não é nada fácil, mas nada que o faça perder o entusiasmo. A leitura faz parte da nossa vida, nos informa, nos ensina, nos dá asas a imaginação e nos leva pra qualquer lugar.Em relação ao Brasil onde a leitura é pouco valorizada, acredito que isso está mudando e tem que mudar.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Um amigo me indicou.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Mas é claro, com toda certeza. Linda & Feliz traz preciosas informações de beleza e de saúde que toda mulher gostaria de saber. Um livro de cabeceira para ser consultado sempre que precisar.
É com o maior carinho que dedico esse livro para todas as mulheres, guerreiras e que estão sempre querendo se embelezar, cuidando da beleza e da saúde.

Obrigado pela sua participação.
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quinta-feira, 9 de março de 2017

Entrevista com Badu - Autor de: O MUNDO DAS EMOÇÕES

Nome literário de Edivaldo Timóteo Leite.
Nasci, cresci e vivi quase toda minha vida em um mesmo bairro na capital de São Paulo, mas hoje ele é muito diferente do que era na minha infância. Naquela época podia-se nadar nos rios, minha casa não tinha muros e meu quintal era o mundo. Como na canção de Belchior, “eu era alegre como um rio, um bicho, um bando de pardais”. Eu vivia livre, sem regras e sem medo de nada. Perdi minha mãe aos nove anos de idade e tudo mudou. Desenvolvi uma timidez extrema que me fez prisioneiro dela. Por volta dos 20 anos, passei a morar sozinho, acostumei-me à paz que a solidão proporciona. Mas numa noite, surpreendentemente, depois de duas décadas morando sozinho, fui tomado de um medo tão intenso que não conseguia passar nem sequer uma noite sozinho. Esse texto é minha tentativa de entender o que ocorreu comigo naquela noite.

Esse livro é sobre paixão, medo e ódio. Ele não é um romance, como geralmente é tratado esse tema, nem é uma tese acadêmica, pois a psicologia não é minha área de formação. Eu narro aqui uma experiência de medo intenso que tive e o caminho que percorri para superá-lo. Escrevi porque a narração escrita é também um processo de cura e autoconhecimento. E também porque gostaria de romper o silêncio, o tabu que existe em nossa sociedade com relação a distúrbios psicológicos.


Olá Badu. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Meu livro surgiu em razão de um medo intenso e aparentemente sem explicação te tive em uma noite. Procurei entender o que estava ocorrendo comigo e voltei minha atenção para minha própria mente. Creio que nessa busca eu consegui entender alguns mecanismo do inconsciente. O livro portanto trata de autoconhecimento. A ideia do livro surgiu diante da necessidade de por para fora o que sentia e também tentar compartilhar minha experiência com outras pessoas. Meu livro se destina ao público adulto.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Quando comecei a escrever não tinha a menor ideia de como iria terminar meus escritos e também não tinha intenção de transformá-lo em livro. Inicialmente ele era apenas uma tentativa de entender o que estava acon tecendo comigo, portanto, não foi uma coisa planejada. Continuo escrevendo sobre o mesmo assunto, mas só pretendo publicar meu novo texto se tiver resultados práticos na minha tentativa de usar minha mente melhor do que a usei até hoje.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Ser escritor no Brasil é uma profissão ingrata. O brasileiro lê cada vez menos e quando o faz, se apega a leitura de pior qualidade.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Sempre compro Livro na Marins Fontes da Dr. Vila Nova, ao lado de onde trabalho. De tanto comprar livros lá, fiz amizade com o atendente. Um dia perguntei a ele como se fazia para publicar um livro. Ele me indicou a Scortecci.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Meu livro é sobre uma experiência muito vivida e muito pouco compartilhada que é a de distúrbios psicológicos. Nós não compartilhamos experiências nesse campo, embora haja um número enorme de pessoais enfrentando problemas parecidos com o que tive. Creio que isso seja um erro de nossa sociedade ocidental. Temos de trazer para o cotidiano assuntos como o inconsciente e seu funcionamento. Fizemos isso com parte da medicina, o que só nos trouxe benefícios. Devemos fazer o mesmo com a psicologia. Nós queremos viver amparados na razão, mas somos arrastados para a irracionalidade, por não conhecer essa parte obscura da mente humana, que é o inconsciente. Minha tentativa com meu livro é abrir um diálogo sobre as emoções. Minha mensagem para o leitor é que podemos superar distúrbios psicológicos e problemas emocionais por meio do autoconhecimento. Somos fruto do que vivemos, mas não somos prisioneiros do passado. Podemos ser uma superação de nós mesmos.

Obrigado pela sua participação.
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terça-feira, 7 de março de 2017

Entrevista com Fernando Tanajura - Autor de: LIVRO DAS TROVAS

Nasceu em Nazaré das Farinhas, no Recôncavo Baiano. De lá saiu pelo mundo: Salvador, Rio de Janeiro, Washington, D.C. e Nova York foram lugares especiais para ele em que praticou a arte e a experiência de bem viver. Estudou, trabalhou, amou, viveu e escreveu sem parar. Descompromissado em se vincular a uma carreira literária, Fernando não frequentou nenhum curso de Literatura. Pelo contrário, cursou faculdade de Ciências Contábeis e de Administração de Empresas, profissões que exerceu ao longo de sua carreira de trabalho no Rio de Janeiro e em New York. Autodidata, Fernando Tanajura publicou os livros de poesia: Retratos (1990), Coisas do coração (1993), Cântico das rosas (1997) e Dos beijos (1999). Também escreveu a peça para teatro A vaca (1982) que lhe valeu o prêmio montagem pela Fundação Cultural do Estado da Bahia, encenada na Sala do Coro do Teatro Castro Alves (Salvador-BA) e a peça infantil O macaco astronauta (1998) encenada em espanhol, El mono astronauta, no teatro FEDEE, em Nova York. Constante colaborador de publicações de língua portuguesa em New York (NY), Newark (NJ) e Boston (MA), Fernando também é presença frequente nos sites de poesias da internet, especialmente Recanto das Letras (www.recantodasletras.com.br), Usina de Letras (www.usinadeletras.com.br) e Poesia Pura (www.poesiapura.com).

Com o advento da internet, a facilidade de publicar trabalhos literários ficou acessível para qualquer um que esteja conectado. São muitos os sites dedicados às letras e à literatura. Em contrapartida, torna-se cada vez mais difícil a publicação em papel, devido ao custo, à mão de obra e ao tempo despendido. Isso não quer dizer que o livro desapareceu ou morreu. Pelo contrário, o livro continua vivo, e é sempre bom manusear o papel, sentir a textura, cheirar a tinta e ver a palavra brotar em sua plenitude efervescendo o imaginário do leitor. Apesar de a maioria das trovas aqui apresentadas já terem sido publicadas em variados sites da internet, o autor sentiu a necessidade e a motivação de organizar pacientemente esta coletânea, como se arrumam fotografias para um álbum muito especial e fazer festa em cada mente de quem o lê. Cada trova é uma história, é um assunto, é uma imagem, é uma ideia que se forma na cabeça do leitor. O que se torna intrigante é a liberdade e a independência dos muitos flashes que cada uma carrega por si só. Isso fica interessante porque a leitura se torna livre e leve ao deixar o leitor descompromissado de uma leitura vinculada. Mergulhe nesta viagem e deixe o imaginário tomar conta dessa singular onda de fascinação.

A trova é uma poesia formada por uma única estrofe (poesia monostrófica), com sete sílabas métricas ou poéticas (redondilha maior) em cada um dos seus quatro versos, que devem oferecer ao leitor o significado completo da mensagem a ser transmitida.
Maria Lúcia Marangon

A poesia é a criação rítmica da beleza em palavras.
Edgar Allan Poe

A Trova é o vaso de flores que o povo põe à janela de sua alma.
Fernando Pessoa

Trova é coisa danada
até parece neném
tem hora que não sai nada
mas de repente ela vem
Fernando Tanajura

Olá Fernando. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Trovas variadas que falam de amor, magia, irreverência política, fé, congratulações, reflexões, emoções, coisas corriqueiras, etc. Fui escrevendo ao longo do tempo e, quando comecei a organizá-las, vi que daria um pequeno livro destinado ao leitor menos exigente e que usa a leitura como entretenimento e lazer. Montei o livro com uma estrutura de fácil leitura, onde o leitor pode ler e parar, depois continuar lendo de qualquer ponto sem se prender à continuidade. Foi uma aventura singular que me envolveu por meses seguidos me trazendo muita satisfação.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Sempre escrevi por prazer e devoção. Apesar de não ter uma formação acadêmica literária, sempre tive a disciplina de observar imagens, anotar histórias, curtir o significado das palavras e colocar as ideias no papel para transmitir minha mensagem. Este é o meu quinto livro de poemas e escrevi também três peças para teatro, além de participar de algumas antologias.Sou também muito participativo nos sites de poesias da internet e tenho uma página no Facebook dedicada à poesia com milhares de seguidores.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Deve ser muito difícil. Eu não escrevo como meio de vida e sim como devoção, além de, com a escrita em português, manter um canal vivo com a minha língua pátria, uma vez que vivi mais da metade da minha vida fora do Brasil em país de língua inglesa.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Conheci a Scortecci em 1990 através de uma amiga escritora e poeta. Apesar da distância, mantemos um relacionamento, posso dizer, familiar. Sinto-me em casa no Espaço Scortecci, depois de todos esses anos e oito edições de quatro títulos: RETRATOS, COISAS DO CORAÇÃO, CÂNTICO DAS ROSAS e LIVRO DAS TROVAS.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Certamente que merece ser lido pois é uma forma de o leitor se entreter, refletir sobre alguma verdade, se declarar ou seduzir através das minhas palavras e por aí vai. É uma forma dinâmica de me comunicar. Constantemente recebo mensagens de leitores pedindo autorização para usar alguma trova para mandar para alguém do seu relacionamento ou achando que escrevi aquelas simples quatro linhas pensando neles.Este retorno é muito gratificante e me faz ver que valeu a pena todo o trabalho de escrever, organizar, publicar, divulgar, vender ou doar essa coletânea de versos simples e diretos.

Obrigado pela sua participação.
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domingo, 5 de março de 2017

Entrevista com Aparecido Elias Pescador que fala sobre João Elias - Autor de: A SUPOSIÇÃO DO GATO

João Elias da Silva
O escritor e poeta João Elias, nasceu a 18/11/1940 em Olhos D’Água dos Monteiros, Quebrângulo, próximo a Paulo Jacinto, Alagoas, Brasil, onde viveu a sua infância. Esta era a terra do grande escritor Graciliano Ramos, ambiente que foi base, possivelmente de livros como “Vidas Secas”, “São Bernardo” e outros da autoria do Graciliano. Ainda garoto mudou-se para a capital Maceió, bairro do Prado, onde cursou até a antiga oitava série. Quando ainda jovem veio para São Paulo e fixou-se na região noroeste; e viveu no bairro do Moinho Velho (Freguesia do Ó). Depois mudou-se e viveu por muitos anos na Vila Acre, região da Vila Bancária, Jardim Primavera, Santa Marina, Vila Penteado e circo-vizinhança. E por fim Jardim Rodrigo, região do Jardim Rincão e Parada de Taipas.
Foi casado com Marlene Zanirato, com quem dividiu seus momentos da vida madura. Ela o acompanhava nas atividades e premiações literárias, como na UBT (União Brasileira dos Trovadores), nas ricas décadas de 1980 e 1990. Foi ela quem cuidou dele na sua enfermidade, pelos longos 7 anos, 9 meses e 11 dias de convalescênça. 
Alfaiate de profissão, como se diz à moda antiga, trabalhando em casa, com a sua velha máquina de costura, fita métrica ao pescoço, esquadros, tesoura grande, e demais instrumentos e acessórios.
Teve ele longa e intensa atividade literária. Deixou muitos escritos. Em seus cadernos pessoais encontramos textos datados da década de 1950 e 1960.

Traz nesta seleção de contos a sua característica “machadiana”, com a rica descrição dos personagens, envolvendo os enredos com fortes aspectos psicológicos e até parapsicológicos, em certos pontos, focados nas experiências humanas, assuntando o cotidiano das pessoas para aguçar a curiosidade e provocar reflexão.
Esta ousadia de invadir a privacidade dos personagens, maneira tão gostosa e intrigante que nos oferece a literatura, também não deixa de nos presentear com o seu lado docemente poético, indelével. 
A sua literatura é carregada de percepções extrassensoriais, apresentadas na obra ora de forma direta, ora indiretamente, e os finais são sempre inusitados, surpreendentes, o que é uma característica de todo bom conto.
A suposição do gato sublima o amor na essência e transparência da linguagem de qualidades ostensivas, mas com mensagens simpáticas e profundas, que levam ao impacto nem sempre empírico, mas pragmático, reverente, discreto, intenso, num espírito harmônico, quando o olhar atento prova as delícias do terno enlevo e regozija as emoções individuais, uma por uma, e alimenta as nossas carências, e faz beber a alma da sua pura seiva...

Olá Aparecido Elias. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
São contos.
Este livro possui contos que datam da década de 1950 até à década de 1980, aproximadamente. É uma publicação póstuma, fruto de uma promessa de sobrinho para o seu tio, no seu quase leito de morte, fato narrado no Prefácio do livro.
A obra se destina a todo o bom apreciador da literatura de qualidade.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
A literatura para nós, os Elias, é mais que um sonho ou uma paixão: é a essência da nossa própria vida. Eu comecei a ter contato e desenvolver trabalhos literários com o meu tio João Elias, quando tinha lá pelos meus 12 anos de idade. Estou com o meu quinto livro no prelo, digitando, aperfeiçoando e trabalhando ele. O seu nome será O Canto dos Anjos. o tio Joãozinho tem uma vasta literatura datilografada, à moda antiga mesmo, e pretendo lançar outros livros por ele, ou seja, eu pretendo manter acesa a sua LUZ. Ou melhor, a nossa LUZ.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Olha, eu tenho feito constantemente divulgação da nossa literatura, inclusive promovendo tiragens sequenciais de marcadores de páginas, com fortes mensagens, é claro. Posso afirmar que as pessoas atualmente têm me surpreendido e até emocionado com doces e ternos acolhimentos. O povo brasileiro é sensível, e apesar dos nossos graves problemas sociais, somos uma nação de gente muito amorosa. Isto é apaixonante, e não pretendo parar de semear as boas ideias e mensagens edificantes. Este é o meu foco, o meu lema, o meu alvo: você não precisa de muita coisa para ser feliz, ou seja, basta saber extrair muito do pouco que se tem, se é que posso chamar uma rica literatura de pouco!... Quero dizer que, quem valoriza e transforma a literatura em muito é o receptor (leitor).

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
É simples e direto: começamos nosso nobre trilhar na literatura no mesmo ano: 1982. Eu devo ser um dos autores mais antigos da Editora, da época da galeria da Teodoro Sampaio.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Nossos livros devem ser lidos, e com atenção, amor, carinho. Trazendo agora uma palhinha do que tenho reservado para O Canto dos Anjos, este nome nasceu do profundo desejo de que meus leitores simplesmente sintam no coração, ao lerem o que produzimos com imenso amor, O SUAVE, SUBLIME, TERNO... DIVINO... CANTO DE ANJOS!

Obrigado pela sua participação.
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